Professores da UFAL deflagram greve a partir dessa quinta-feira 28

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Em assembleia geral, na última segunda-feira (25), convocada pela Associação dos Docentes da UFAL? (Adufal), os professores da Universidade, por 116 votos contra 47 (e 2 abstenções),? decidiram entrar em greve a partir dessa quinta-feira (28), como parte de um movimento de greve que segue tendências nacionais.

Os professores que decidiram pela greve na UFAL cobram? a estruturação da carreira, com progressões, reajuste salarial de 27% e implantação da data-base. Na última greve, em 2012, a reestruturação salarial já era uma antiga reivindicação, mas? segundo o presidente da Adufal, professor Marcio Barboza, “naquela ocasião, o governo apresentou tabelas e mais tabelas que na prática resultaram no aprofundamento da desestruturação da carreira e por isso, nosso Sindicato Nacional não assinou o acordo proposto”.

Entretanto, o movimento grevista impactará o calendário dos primeiro e segundo semestres de aulas na UFAL já que o primeiro deveria concluir no dia 17 de julho e o segundo iniciar em 10 de agosto. Desse modo, tratando-se de uma greve com tempo inderterminado, serão afetados também, como consequência do atraso no segundo semestre letivo, o ingresso dos estudantes convocados para essa? lista.

Outros afetados serão os processos democráticos institucionais já em encaminhamento, como a eleição para Reitor e a eleição da nova diretoria da ADUFAL.

Até o momento, 23 universidades públicas federais aderiram ? greve por tempo indeterminado.? Faz-se? necessário afirmar que? reiteradas interrupções da vida acadêmica traz prejuízos incalculáveis na formação de milhões de jovens brasileiros em processo de formação.? E não se trata de contrariar a? justeza das reivindicações, mas é que o? que não é justo, são? as críticas feitas pelo Andes e pelo? Sinasefe apontando o atual governo como inimigo da educação brasileira, deixando de reconhecer que os maiores investimentos no segmento da educação no país se deu nos últimos dez anos, com aumentos de concursos, expansão das universidades e ampliação de vagas para realização de Mestrado e Doutorado dentro e fora do país.

Nesse sentido, uma comparação é imprescindível: na década de 90, o movimento grevista era pautado na luta contra? a privatização da educação, pelo resgate da assistência estudantil, a favor do aumento de vagas e abertura de concursos. Hoje, com um? cenário? melhor, a pauta? é quase toda centrada no reajuste salarial.

 

Por Mariana Moura, com informações da ADUFAL.

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