Manifestantes marcham em Maceió contra a Reforma da Previdência

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Rodoviários e servidores públicos de diversas categorias paralisaram as atividades nesta quarta-feira (15), em Maceió, contra as reformas da Previdência e Trabalhista, propostas pelo governo federal. Os manifestantes se reuniram no Centro para protestar por volta das 10h e saíram em caminhada ? s 11h. O ato foi encerrado pouco depois das 13h.

Os sindicatos das categorias informam que não tinham como medir a adesão ao movimento, mas que vários servidores participam da mobilização e a ordem geral era parar os serviços. Todos voltaram ao trabalho após o fim da mobilização,? exceto os servidores estaduais e municipais da Educação. A Polícia Militar contabilizou 5 mil presentes na manifestação. Também houve bloqueio em rodovias no interior do estado.

No início da tarde, parte dos manifestantes invadiu o prédio do Ministério da Fazenda, no Centro. A entrada principal estava fechada, mas eles tiveram acesso ao local pelos fundos do prédio. Eles deixaram o prédio ao final da manifestação.

Rodoviários

Os rodoviários paralisaram ? medida que os coletivos chegavam ao centro da cidade. Os ônibus que tinham como trajeto o Centro não circularam até o fim da manhã, mas retomaram o serviço no início da tarde.

Protesto no interior

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), integrantes do Movimento Sem-Terra bloquearam trechos da BR-101 nos municípios de Novo Lino, Flexeiras e Junqueiro por volta das 9 horas.

A assessoria do MST informou que também há bloqueios em União dos Palmares, Maragogi e Piranhas, mas que a interdição acontece em apenas uma faixa da via, para panfletagens contra as medidas do governo federal.

Reformas do governo federal

O governo de? Michel Temer? (PMDB) detalhou, no fim do ano passado, pontos da reforma que quer promover na Previdência Social. O texto em apreciação no Congresso Nacional prevê, entre outras coisas, o estabelecimento de 65 anos como idade mínima para os contribuintes reivindicarem a aposentadoria.

Ainda em 2016, o governo federal apresentou uma proposta para também mudar a legislação trabalhista. Uma das ideias é permitir que negociações coletivas se sobreponham ? lei. Em caso de acordo entre patrão e empregado, por exemplo, a jornada de trabalho poderia chegar a até 220 horas por mês (nos casos de meses com cinco semanas).

Informações da GazetaWeb

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