Congressos Extraordinários do PCdoB e PPL aprovam união em defesa do Brasil

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Em um dia histórico para os comunistas do Brasil, o PCdoB e o PPL realizaram, neste domingo(17), seus congressos extraordinários para aprovar a união dos dois partidos em uma única legenda: o PCdoB. Nesta segunda-feira será encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o pedido para que a corte homologue a incorporação.

Os congressos foram realizados na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo em uma dinâmica bicameral, onde os delegados aprovaram a proposta de incorporação do PPL ao PCdoB apresentada pelas direções dos dois partidos. Também foi aprovada a ampliação do Comitê Central, que passa a contar com 170 membros, e da Comissão Política Nacional, agora composta por 41 integrantes. Ao final dos congressos, o Comitê Central recém-eleito reuniu-se para eleger os novos integrantes da Comissão Política Nacional, assim como da nova Comissão Executiva Nacional, da qual passou a fazer parte, como um dos dois vice-presidentes, Sérgio Rubens, que até este domingo presidia o PPL.

A presidenta do PCdoB, Luciana Santos, fez um pronunciamento em que destacou a relevância histórica dos dois congressos: “no dia de hoje damos um passo a mais na construção de um partido forte, com solidez ideológica, flexibilidade e amplitude tática, que compreenda a natureza e os anseios do nosso povo. Uma força organizada, com ampla militância em distintas esferas da sociedade e com unidade política e de ação”.

Delegada ao congresso, Claudia Petuba, que já presidiu o partido em Alagoas, destacou a importância desse momento para assegurar a democracia no Brasil, afirmando que essa é a bandeira central que uniu o PCdoB e o PPL: “Em momentos muito pontuais da nossa história, como na ditadura militar, o PCdoB compreendeu a importância da unidade das forças para derrotar o inimigo. Naquela época, o partido recebeu algumas incorporações como algumas bases do PCB, a Ação Popular (AP) e o PCBR. Somando forças, o Partido conseguiu resistir. Hoje existe um consenso de que o inimigo principal é o governo Bolsonaro, sendo preciso, para derrotá-lo, a constituição de uma ampla frente política de caráter democrático e a incorporação do PPL fortalece o campo progressista no Brasil”.

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