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Brasília- DF 08-05-2016 Presidente interino, Michel Temer durante encontro Encontro com Líderes Empresariais. Moreira Franco, Henrique Meirelles, Padilha, Marcos Pereira e Skaf.Foto Lula Marques/

Rejeitado pela maioria dos brasileiros, quase 90% da população, o ilegítimo governo Temer transformou-se em um verdadeiro entulho autoritário, como se falava sobre os atos, legislações e decretos tirados da cartola pelo regime ditatorial, com o intuito de sobreviver ? crescente impopularidade perante a opinião pública que o atingia.

Sim, porque o interino ocupante da cadeira presidencial sempre foi na verdade um preposto, ou um capataz, dos interesses de um poderoso consórcio corporativo que promoveu o golpe em curso no País, cujos objetivos centrais estão associados aos interesses do capital financeiro especulativo, do rentismo parasitário.

Associado a uma mídia hegemônica golpista, que já não é mais fonte de informação, mesmo que parcial, transformada no principal partido da nação, com poderes de tipo fascista, combinada ao processo espúrio da globalização do capital parasitário, de uma governança mundial de tipo neoliberal extremada e sectária, responsável, em grande parte, pelas tragédias econômicas, sociais e humanitárias que estão abalando os povos.

Venderam a ideia de que esse modelo corresponde ao novo estágio de uma economia planetária integrada. O que assistimos não é uma inserção da nação em uma economia global, mas a destruição dos pilares centrais das estruturas produtivas brasileiras, a rapinagem da capacidade produtiva erguida desde o governo Getúlio Vargas, que a possibilitou crescer como uma das maiores economias do planeta.

As reformas trabalhista e previdenciária, assalto aos direitos do povo brasileiro, não são reformas mas a entrega de filões aos grupos privados internacionais.

Desejam, através de um Estado de exceção de tipo policial, o que não conseguiram pela via eleitoral, especialmente no auge da doutrina neoliberal nos governos do ex-presidente FHC.

O governo Temer seria o instrumento dessas políticas antinacionais e antissociais, impossíveis de serem levadas a cabo nas circunstâncias de um regime democrático e pelas vias legais do voto popular. Mas a conspirata não deu certo e o governo Temer virou um tremendo lixo autoritário.

Assim é fundamental a constituição de uma ampla frente democrática, em defesa da nação, que supere a farsa golpista e reconduza o País aos caminhos de uma nação democrática, socialmente justa e soberana.

Eduardo Bomfim
Eduardo Bomfim
Alagoano de Maceió, advogado, foi Deputado Estadual de Alagoas (83-86), Deputado Federal Constituinte (87-91), Vereador de Maceió (93-96 e 99). Desenvolveu funções de governo como Secretário de Cultura na Prefeitura de Maceió (97-98 e 2009-2010) e no Governo de Alagoas (2003 e 2005-2006), foi Secretário Adjunto da Secretaria de Coordenação Política e Assuntos Institucionais da Presidência da República do Brasil (2004-2005). É dirigente histórico do Partido Comunista do Brasil.

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