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Os fluxos entre os Países em uma economia globalizada são uma realidade após o fim da bipolarização mundial, quando o mundo era dividido entre os blocos capitalista e socialista.

Com o fim do campo sob a liderança soviética – a China sempre teve a sua própria política externa – as repercussões foram concretas.

A queda do Muro de Berlim indicou o surgimento de uma hegemonia dos Estados Unidos e a Nova Ordem mundial.

Com a liderança geomilitar norte-americana avançou a globalização do capital especulativo que necessitava de por fim a quaisquer entraves à sua livre circulação, dissociada dos investimentos produtivos, mas sim aos lucros de curto prazo.

Mais nada é definitivo na História. A hegemonia dos EUA transitou para novos atores políticos, econômicos e militares. Entre esses destaca-se a China como potência econômica global, a Rússia herdeira da tecnologia militar soviética, riquezas naturais, liderança regional que remonta aos tempos do império czarista. Apesar de pontos em comum, cada um cuida dos seus próprios interesses nacionais.

Os anseios dos povos em defesa da soberania jamais cessaram, têm crescido apesar da pressão do Mercado financeiro com sua fantástica acumulação especulativa, de biliardários como George Soros etc.

As crises do capitalismo são mananciais astronômicos do rentismo que controla parte da grande mídia, promove a sua hegemonia através da agenda do “politicamente correto”, de suas ONGs, das “Revoluções Coloridas”.

No Brasil torna-se vital a defesa da nação, das suas riquezas naturais, da sua soberania financeira, territorial, desenvolvimento industrial, agrícola, científico, tecnológico etc.

O País vive atualmente uma Guerra Híbrida, cuja função é impedir seu papel de liderança regional, quebrar a unidade nacional, o seu protagonismo civilizatório inovador, saquear suas riquezas. E por aí vai.

Na 2a Guerra Mundial consolidou-se o termo Quinta Coluna, original da guerra civil espanhola, traduzido como aqueles que, por motivos e interesses inconfessáveis, agiam contra a soberania dos povos resistentes às hordas nazifascistas.

A Guerra Híbrida tem objetivo similar: quebra da nossa identidade, da união social em defesa da democracia, do desenvolvimento, fragilizar o sentimento em comum de pertencimento nacional. É o que está em curso no Brasil.

Eduardo Bomfim
Eduardo Bomfim
Alagoano de Maceió, advogado, foi Deputado Estadual de Alagoas (83-86), Deputado Federal Constituinte (87-91), Vereador de Maceió (93-96 e 99). Desenvolveu funções de governo como Secretário de Cultura na Prefeitura de Maceió (97-98 e 2009-2010) e no Governo de Alagoas (2003 e 2005-2006), foi Secretário Adjunto da Secretaria de Coordenação Política e Assuntos Institucionais da Presidência da República do Brasil (2004-2005). É dirigente histórico do Partido Comunista do Brasil.

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